24 07 2014

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Taylor Swift - Red

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Taylor Swift passou muito tempo despercebida para mim. Claro, sabia de sua existência e de seu domínio nos charts americanos em tudo que lançava. Meus olhos e ouvidos só a perceberam em seu álbum mais honesto e verdadeiramente corajoso. 

O “Red” repete sua fórmula de sucesso; a american sweetheart fala sobre suas decepções amorosas, com o violão no colo e um jeito 50’s de se vestir. A diferença deste álbum para os anteriores é o risco corrido ao se jogar num jeito mais radiofônico e incorporar o pop ao quase careta country, gênero altamente consumido por um público que de tão conservador e republicano poderia fazê-la despencar da glória. Apesar de alguns narizes tortos, “Red” é e foi um sucesso absoluto, ou melhor, o divisor entre uma garota sem sal para uma versão interessante e agregadora de públicos.

Jake Gyllenhaal, o provável inspirador do registro, foi namorado de Swift por um curto período, mas foi capaz de coisas terríveis…. tipo, não aparecer no aniversário dela. Harry Styles, o galanteador do One Direction, e um membro da família Kennedy também fazem parte das canções. Joe Jonas, John Mayer, Taylor Lautner… bom, estes já apareceram nos anteriores, mas quem sabe não estão escondidos em outras charadas musicais, não é mesmo? Taylor pega um, pega geral. 

Poderia ter falado de seus outros álbuns que foram igualmente ou até mais aclamados pela crítica, mas aí eu estaria mentindo para mim mesma. O “Red” também fez parte da minha vida, quando há uns 2 anos o revezava no radinho com Ellie Goulding e Marina & The Diamonds. Porque naquele momento essas moças pareciam me entender melhor do que qualquer psicanalista ou terapeuta pudessem sonhar. E qual garota aos 22 não se sentiu exatamente como Miss Swift canta? I knew you were trouble when you walked in..

Passadas as turbulências, ainda faço menção honrosa ao álbum em sua totalidade, em sua forma sutil de ser radiofônico, sem perder a coesão de um conjunto puramente country. A garota não abandonou suas raízes, só adicionou tempero. 

Lançamento: 22 de outubro de 2012

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1. State Of Grace

2. Red

3. Treacherous

4. I Knew You Were Trouble

5. All Too Well

6. 22

7. I Almost Do

8. We Are Never Ever Getting Back Together 

9. Stay Stay Stay

10. The Last Time

11. Holy Ground

12. Sad Beautiful Tragic

13. The Lucky One

14. Everything Has Changed

15. Starlight

16. Begin Again 

Videoclipes: We Are Never Ever Getting Back Together, Begin Again, I Knew You Were Trouble, 22, Everything Has Changed - Promocionais: Red, The Last Time 

23 07 2014

A sobrevivente Hilary Duff

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O final de julho trará um dia importante para a galerinha do pop: a estreia do novo single de Hilary Duff. Após anos dedicando-se ao casamento - que acabou - e ao filho, a ex-Disney starlet está tomando as rédeas de sua carreira musical. 

Não é nada fácil dar uma parada na carreira e retomá-la tantos anos anos depois. Todo artista até precisa fazê-lo para renovar sua imagem ou até poupar o público de sua bela figura. No caso de Hil, seu último registro musical rolou há 7 anos, com o “Dignity”. Apesar de ter ficado no spotlight através dos filmes à la “Sessão da Tarde” e “GOSSIP GIRL” (insira 1000 corações), só agora está finalmente pronta para dar continuidade à sua vertente de cantora. 

O quinto álbum de estúdio, agora fora da Hollywood Records e contratada da RCA Records, Hilary definiu seu novo projeto com uma sonoridade folk, mas que não chega a ser country. As colaborações são variadas e um tanto interessantes; vai de Ed Sheeran, o queridinho do momento, à Sean Douglas (Heart Attack, Talk Dirty) e Toby Gad (If I Were a Boy). Lauren Christy, do seu próprio hit, “So Yesterday”, também faz parte desta lista extensa. 

Fiz questão de chamá-la de ‘sobrevivente’, para não usar outras expressões como: ‘peixe fora d’água’ ou ‘alienígena’. Explico: Hilary Duff é uma das poucas de sua geração a não se meter em escândalos/surtos gigantescos. No máximo, teve um rompimento público e bafônico com o <3 Joel Madden <3 que até inspirou música revoltz da banda dele, a <3 Good Charlotte <3

Desta vez, o casamento com Mike Comrie acabou numa boa. Quer dizer… ninguém pediu o divórcio ainda. São casados oficialmente. E o casal aparece sempre junto e sorrindo. Ou seja, deve ter volta! 

O photoshoot do álbum já foi concluído. Parece que foi numa cidade da Califórnia, chamada Topanga. Me corrijam se eu estiver errada! Harper Smith, a fotógrafa desta sessão, é super conceituada e já clicou Rita Ora, John Mayer e a noiva de Johnny Depp, Amber Heard. Ah, ela também já dirigiu um videoclipe. Para ver seus trabalhos, clique aqui

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"Chasing The Sun", single que abre os trabalhos desta nova fase está com previsão de lançamento para o dia 29 de julho. Vem, Lizzie! Estamos prontos! 

ATUALIZAÇÃO: Duff divulgou há pouco uma prévia de #ChasingTheSun no seu instagram:

Está no ar a versão piloto e sem edição do #novopoptalk! Assista agora :) 

22 07 2014
16 07 2014

E se Madonna não existisse?

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Não pretendo fazer comparações com novas artistas ou contemporâneas, isto não passa de um relato pessoal. Como a minha vida mudou após Madonna. Na verdade, Madonna existia antes de mim. Algumas boas décadas. Mas e se ela não existisse?

Minha rotina é num home office, onde passo o dia todo tentando ter ideias geniais, meia-boca ou ruins, que eventualmente entram em prática ou as jogo no meu lixo imaginário. Se Madonna não cantasse para mim, eu teria menos criatividade.

Tenho muitos momentos de ócio e aí a auto-crítica ataca como um parasita invencível. Posso passar horas pensando que sou o pior ser humano do planeta e que nada poderá me fazer sorrir. Se Madonna não dançasse para mim, eu seria triste o tempo todo.

A música pop é considerada por muitos algo vazio ou sem profundidade. Madonna colocou no seu álbum de 1989, o fabuloso “Like a Prayer”, uma mensagem sobre a AIDS, bem no boom da doença. Levanta a bandeira da igualdade sexual, é engajada em projetos para mulheres na África e botou toda a sua espiritualidade no aclamado “Ray Of Light” de 1998. Se Madonna não falasse para mim, eu não pensaria. 

Os grandes shows, verdadeiros espetáculos, que são apresentados por Madonna desde a lendária “Blonde Ambition Tour” são referência para todos os artistas, contemporâneos e “sucessores”. É a mulher que mais lucrou com turnês de estádio e passadas três décadas, continua botando capacidade total onde se apresenta. Se Madonna não viesse, eu nunca a veria. 

A ‘MDNA Tour’ foi um marco pessoal. Eu nunca vi alguém tão poderosa na minha frente. É alguém que merece o nome de Santa. Não por milagres e coisas que a Igreja Católica determina. Por energia. Por aquela fração de segundo em que aqueles olhos azuis tocaram os meus. Cantamos, dançamos, botamos para f*** num mega show, ajudamos a quem mais precisa, convivemos sem preconceitos. Não estamos num mundo perfeito, mas e se ninguém tivesse se expressado tão publicamente, sobre todos estes tópicos importantes, quem iria nos salvar? 

Eu passei o dia ouvindo o “Music”, que não é o “Ray Of Light”, nem o “Like a Prayer” ou o “Confessions on a Dance Floor”, na escala de genialidade. Cantei junto todas. Quando acabou, me deu vontade de escrever. De ser. De existir. De mudar o mundo. Madonna é uma mulher comum, sem poderes de super-heroína. Não. Madonna não é comum! Puta! Santa! She’s Madonna - como diria certo cantor inglês. Ser Madonna não deve ser fácil, mas seria uma tragédia não ter Madonna. Por isto ela nunca será superada. O mundo não seria mundo sem ela. Eu não seria. Nem você. Nem Britney. Nem Miley. E ela tem razão, o mundo todo é um palco. Todo seu, Madonna. Quero estar no seu triângulo dourado mais umas milhões de vezes. 

Ok, mãe. Vou abaixar o som. 

Foto: L’Uomo Vogue

19 06 2014

30 segundos para Plutão: ‘Do What You Want’, só não divulguem tudo

Lady GaGa está em crise. Vamos assumir, não vai doer. Desde a série de demissões que executou dentro de seu staff, as coisas andam no mínimo confusas. O álbum “Born This Way” serviu de prelúdio para os problemas do “ARTPOP”; singles que seriam e não foram, clipe gravado e cancelado, troca de cantor participante, conceito confuso, promoção quase inexistente… E a internet acaba de receber do TMZ, 30 segundos de “Do What You Want”. Antes que eles divulguem na íntegra como prometeram, façam com que eles parem. 

Ninguém é tão moralista assim. Vivemos numa sociedade muito mais aberta para certos assuntos graças ao debate, à informação e sobretudo, a liberdade de expressão - oi, internet. Os artistas representam e detêm licença poética para expressarem a arte da maneira que melhor traduza suas intenções. GaGa quando surgiu era fresca como um pé de menta; figurinos exóticos, perucas charmosas, corpo à mostra. Extravagância sempre foi seu último nome. 

R Kelly está recebendo acusações de assédio sexual. O cara, como é de domínio geral, é a voz participante do single “Do What You Want”. A canção foi tão bem no Itunes na época do lançamento do álbum, que barrou “Venus”. De maneira inteligente, a gravadora botou a música para servir de suporte e suceder “Applause”. 

Terry Richardson, o fotógrafo das super modelos e cantoras, também está na mira de acusações graves. Ele é o diretor do hit do Youtube, “Wrecking Ball”, de Miley Cyrus. Dizem que ele supostamente explora sexualmente jovens modelos. Terry também aparece no vídeo de GaGa.

No trecho divulgado, GaGa está anestesiada numa cama de hospital, no que seria uma conexão com sua própria cirurgia no quadril. O problema é que R Kelly interpreta o médico e as coisas ficam muito estranhas, a ponto de imaginarmos que ele estaria se aproveitando dela, enquanto dorme. Not cool.

E o que a cantora fez? Cancelou tudo. Inteligente e apropriado! Quem gostaria de ter seu nome envolvido à dois homens que teriam cometido atos violentos e abusivos contra mulheres? Mas calma lá, são inocentes, até que provem o contrário! Enquanto a justiça apura e decide o que fazer com os caras, melhor deixar isto quieto! Chama a Christina Aguilera, faz um marketing positivo sobre aquelas piadinhas entre “DWYW” e “Your Body”… pronto! 

Agora meus caros, não é justo que GaGa seja culpada e apedrejada. Ela só parodiou certas fases de sua vida, no palco e fora dele. O lance do vômito não foi legal nem lá, nem cá, mas até aí it’s only rock’n’roll. Ela deu azar de ter dois caras no clipe com algo muito negativo de background

Então, se é um vídeo barrado, não deveria estar aí para ninguém ver. O TMZ é o canal que veiculou este clipe, que foi proibido por questões óbvias. Bastou 30 segundos para desfazer uma blindagem. A internet é cruel e as leis específicas dão muitas brechas. Ou seja, se o vazamento é real, mesmo que role um processo, o tablóide virtual pode sair ileso ou quase isso. 

Dizem que o vídeo vai vazar inteiro ainda hoje. Não pretendo postar o trecho, tampouco na íntegra. A decisão que devo respeitar é da artista, que decidiu não veicular este trabalho, assim como eu descarto textos diariamente por julgá-los ruins. Não é justo. E Plutão, o planeta mais longe do Sol nunca ficou tão próximo das obscuridades da Terra. Que comecem as teorias da conspiração sobre boicotes, trabalhos às escondidas para prejudicar GaGa ou até mesmo alegações de vazamento proposital. Eu só não quero ficar para ver isso. 

18 06 2014

Ilusionismo com Mariah Carey

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Acabou de sair o “Me. I am Mariah… The Elusive Chanteuse”. E meu deu uma vontade enorme de comprar na loja, ouvir com fones de ouvido e aproveitar como eu fazia antigamente a cada lançamento. E é o que estou fazendo neste momento. E ao invés de fazer um review, quero fazer deste álbum a trilha sonora de uma história. A minha. A dela.

Mariah surgiu numa época em que só a voz era o que importava. Ela parecia tão frágil, mas tinha aquela voz que segurava “Vision Of Love” e logo na primeira tentativa, a música virou um hit mundial. Ao contrário da maioria das pessoas que gostam muito de música e cresceram numa atmosfera favorável, eu precisei me virar sozinha. Meu pai ouvia Ray Conniff e minha mãe, nada além de Fábio Jr. Eu não acompanhei os próximos álbuns de Mariah em sua totalidade, isto porque, era 100% dependente das rádios para ouvi-la. 

Antes de LAMBS e destes nomes para fãs. Antes das redes sociais. Mas graças a Deus, a MTV passou a fazer parte da minha vida. Ah, o “Rainbow”! Foi como se rolasse uma reconexão entre nós. Agora eu poderia ter acesso mais fácil aos clipes, notíciais… quem imaginou que esse troço de internet ia existir um dia, né! 

Mariah Carey deve ser uma daquelas pessoas que todo jornalista sonha em entrevistar. Eu sonho tanto com isso, que a coisa ficou literal na semana que passou. A Diva estava na minha casa e conversamos sobre tudo. Aliás, o mundo seria perfeito se todas as entrevistas fossem livres de censuras, aqueles off-topics definidos pelos artistas/staff que estragam tudo e deixam o mundo menos livre. 

E o que eu diria para Mariah? Que nem tudo pode ser medido por números. E que ela é e sempre será um fenômeno fonográfico por tudo que conquistou. Eu não sou boa com isso, nem levo muito em consideração. A maneira de vender música mudou com o passar dos anos, como todo mundo cansou de repetir. E embora a tiragem do meu exemplar seja de apenas 10 mil cópias, o conteúdo é muito bom. Muito próximo ao meu amado “Charmbracelet”. Falando nele, por que ela mesma o rejeita? Só pelas memórias ruins? 

Queria falar sobre Tommy Motola e como o processo de separação a modificou. A Jennifer Lopez - que você obviamente não conhece - na sua opinião, é vítima ou cúmplice naquele imbroglio todo das “músicas roubadas”? E também quero perguntar-lhe sobre Luiz Miguel, o cara que teve mais efeitos tóxicos sob sua saúde… você olha para trás em algum momento? Nick, Roc & Roe; o casamento representa exatamente o quê neste momento?

Vamos falar também do surto, ou melhor, o "Diva fit". TRL, promoção de “Loverboy” e o lançamento de “Glitter” em 11 de setembro de 2001. Por que, Mariah? Aquela pode ser considerada a primeira aparição da Mimi?

E por que Mimi? A indústria passou a não aceitar apenas uma voz fantástica ou foi uma necessidade narcisista? Mariah, MC, Mimi… quantas vezes foi necessário morrer, ou melhor, repetir a metamorfose das borboletas? O que vale a pena fazer para sobreviver na indústria?

Mas eu fiquei feliz mesmo ao ouvir o “Me. I am Mariah… The Elusive Chanteuse”. Primeiro porque tenho a impressão que sei de onde veio o título… Cherie? “Bus Stop”? Marilyn Monroe interpreta uma cantora de cabaret neste filme. Beau se apaixona loucamente por ela e acredita que a cantora é um “anjo”, mas na verdade, Cherie quer ser livre e implora para ser deixada pelo machão. E isto temos em comum, a obsessão por Marilyn Monroe. 

Todos os álbuns de Mariah que eu tenho em meu acervo, todos, sem exceção, são pessoais. Todos têm citações bíblicas, pensamentos e frases dedicadas aos fãs. Mariah sempre o fez, o que deixa as coisas muito mais próximas… será que ela tem fãs que tornaram-se amigos ou ser uma estrela é também ser inacessível?

E me deixa muito, mas muito feliz, que este álbum me lembre o “Charmbracelet”. Não sei se pela estrutura da tracklisting, o amarelo predominante da arte… me soou muito honesto e despretensioso. É mais um daqueles para a galerinha moderninha da internetinha chamar de flop, mas que com certeza não fará mal aos ouvidos.

"Cry" é uma senhora balada para abrir o álbum e mostrar que a voz permanece intacta. Lamento pela versão remix de "You’re Mine (Eternal)" não ter aparecido nem na versão deluxe. “Meteorite” é o tipo de música uptempo que não é a sua cara, mas surpreendentemente caiu muito bem na sua voz. Amo o instrumental e principalmente a intro de #Beautiful. “Thirsty” pode funcionar bem como single, já que tem um clima bem hip-hop e é repleto de auto-tune.  A faixa com o Fabolous também tem certo potencial radiofônico e vai na mesma onda da citada anteriormente. 

Enquanto ouvi, gostei de tudo…”Make It Look Good”, “You Don’t Know What To Do”, “Supernatural” fofíssima com a participação das crianças… curti todas, mesmo! E eu acredito muito em primeira impressão. Talvez eu só excluiria duas das três faixas bônus e manteria “The Art Of Letting Go”. Apesar das indecisões na fabricação deste álbum, ficou coerente o bastante para fechar com balanço positivo. 

A cantora de cânticos populares, como se auto-intitulou, está longe de ser uma ilusão. Mariah Carey é sempre um deleite para os ouvidos e não rendeu-se à modismos passageiros. Seu novo álbum não está tão fresco como Ariana Grande, mas nem por isto tem menos sustância como diria a vovó; enche, alimenta o suficiente e fica nos limites de seu próprio padrão. Por enquanto, só o meu papo com ela foi de faz-de-conta. Pensei “alto”. Extrapolei as linhas e o espaço neste post. Imaginar me faz bem e rende. Desculpem. 

 

Nicole Scherzinger não desiste da carreira solo. Não, não! “Your Love” figura entre as melhores já lançadas por ela sozinha, mas ainda assim não é completamente convincente. As várias mudanças no instrumental nem sempre dão certo e agradam aos ouvidos - na bridge final, a transição dá uma quebrada no clima. Os vocais menos potentes e mais robotizados deram o toque interessante e moderno para a faixa.

O clipe seguiu a linha que vai do fofo “Cherish” ao rebolativo “Drunk In Love”; praia, poucas roupas, um vestido branco com capa estranhíssimo - que ainda bem apareceu pouco - e uma vontade louca de estar na escala que vai de Janet Jackson a Beyoncè. Nicole ainda não conseguiu estar entre suas heroínas, tampouco segurar uma carreira com seu próprio nariz ou bunda. Mas precisa perguntar para o público… e aí, agora vai? 

10 06 2014
29 05 2014

#Malévola - Os conflitos de uma vilã

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Malévola sempre foi uma vilã carismática, não há como negar. Na adaptação do final dos anos 50, a animação botou uma bruxa muito má para jurar uma maldição na linda recém-nascida Aurora. Desde então, todos amam odiá-la. E só agora o público pôde entender seus motivos e origens; 55 anos depois do primeiro registro Disney. 

Se você se lembra o que fizeram com a Alice na sua versão moderna, tente esquecer. É, eu sei como isto é difícil. “Malévola” trata muito bem o clássico da literatura mundial, sem destroçar valores ou a própria história. Só a visão foi alterada; ao invés de brotar do nada durante o batizado da Princesa, a vilã tem passado, infância e valores. Esta é a hora e a vez dela. 

As vilãs nos desenhos aparecem simplesmente para plantar maldade e morrem sem ao menos despedirem-se. Sem razões, sem porquês. Ao exemplo da Rainha Má de “Once Upon a Time”, a nova Malévola não é radical, tampouco má o tempo todo. Já que houve personificação de uma personagem animada, é justo que estas tenham personalidades humanas, dúbias.

Aurora e Malévola são protagonista e antagonista, não necessariamente nesta ordem e nem mantêm individualmente o primeiro plano até o final do filme. Seus papéis e focos dividem a atenção e a opinião do público de uma maneira sutil, como só a Disney pode fazer.

Angelina Jolie começa hesitante, com pouca expressão. Eu implorei silenciosamente por lágrimas descontroladas, gritos de horror e ódio nos olhos. Malévola perdeu coisas importantes, ora! E só depois desta parte - que eu não vou estragar - começa a sentir-se mais confortável no papel. Até esquece a Lara Croft que a persegue desde os tempos de “Tomb Raider”. 

Elle Fanning pegou um verdadeiro desafio; Aurora é a Princesa que menos aparece na própria história e pouco mostra a que veio. Como dorme durante todo o desenho, esta é a primeira vez que ela ganha um pouco mais de desenvoltura e personalidade. Ou seja, Jolie e Fanning tiveram que criar suas personagens do zero. E ainda é inevitável que tenham obrigação de agradar o box office e a crítica especializada.

"Malévola" tornou o conto “A Bela Adormecida” muito mais interessante pelo ponto de vista da antagonista, agora com pompa de principal. Todos têm motivos, sentimentos e explicações. A luz e os efeitos do filme são tão lindos, que vale a pena o recurso 3D. É um longa para toda a família, com questões morais e sutis formas de colocar o bem e o mal lado-a-lado. Well, well. No final das contas, a atuação de Jolie me convenceu. Nada é tão ruim, no final das contas.

Foto: Disney.com

28 05 2014

#VaiTerCopa?

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Não. Este não é um post político. Este site não tem a mínima intenção em se meter nos assuntos obscuros como desvios de dinheiro público, gastos excessivos, muito menos mencionarei os protestos atrasados. Vamos falar da Copa; ou a FIFA vai exigir “direitos” por cada palavra escrita aqui e acolá? 

Vamos falar especificamente da falta de educação. E não, não sou fã da Claudia Leitte. Nunca ouvi uma música inteira dela. Questão de gosto. Mas é no mínimo absurdo o tratamento que a cantora brasileira recebeu no Billboard Music Awards e nas promoções da música “We Are One”. Só que desta vez, a piada não funcionou. 

JLo, como não canso de repetir neste humilde endereço, é a melhor performer da atualidade. No palco, não tem para ninguém. A mulher pode ter feito uma turnê cafona depois de bons anos de experiência, mas em apresentações isoladas é a que melhor faz, tanto em figurino, quanto no grau de dificuldade das coreografias.

Pitbull é o dono da farofaria. Quase tudo que ele participa ou é o dono vira hit. Porque é de fácil assimilação, porque os clubs tocam suas músicas e as festas pedem por diversão e entretenimento, não substância ou profundidade. 

Claudia Leitte não é unanimidade no Brasil. Ninguém será. O lance de voar no Rock In Rio foi engraçado, eu também ri. Mas neste caso, todo mundo entendeu errado. Não trata-se de rivalidade com Ivete ou qualquer outra questão de gosto. É a maldita síndrome de inferioridade! É a velha mania de exaltar tudo que gringo faz e depreciar o que está aqui.

Olha, eu estou longe de ser patriota. Meu teto é de vidro, sim. Para quem me segue no twitter, é mais do que clara a minha insatisfação com vários aspectos do país. Mas educação deveria ser primordial, não!?

A questão é: ficou muito chato e deselegante. Ocultar Claudia das fotos promocionais, não citá-la. Ela foi convidada, não escolheu estar lá. E sim, deveria ser uma honra estar num evento do porte do BBMA, representando o Brasil. Só que Claudia mal apareceu no clipe, na música, na performance. E choveram piadinhas.

E também não ouvi ninguém falar a verdade sobre a música “We Are One”. Se a Copa é no Brasil, a música deveria ter a nossa cara, não!? Tem algum elemento daqueles ritmos regionais? Pois deveria ter! Todos os elementos são genéricos como tudo que a dupla internacional faz em conjunto. Claudia Leitte deveria ter sido o destaque da colaboração, não ser colocada em terceiro plano. Ela é a brasileira, oras!

E que bom que os brasileiros e os gringos adotaram “Dare (La La La)” como a verdadeira música da Copa. Já que a nossa música “precisa ser gringa”, que seja de Shakira. Sempre educada, solícita, inteligente e além de tudo fala o português perfeitamente e tem gingado, como se fosse uma de nós. 

Por fim, reitero: gosto cada um tem o seu e ponto final. Gentileza e cordialidade deveriam estar acima de tudo. Ninguém merece ser tão humilhado, tão publicamente. Claudia, não vou fazer coro com os engraçadões. 

Já que #vaitercopa, que seja com um pouquinho de educação. O básico. E não é aquela que o Governo tão porcamente oferece. Estou falando daquela de berço. E ao contrário do exemplo dado por JLo, Pitbull e alguns internautas, vamos mostrar aos turistas, - de todos os cantos - que brasileiro é na verdade muito alegre, hospitaleiro, cozinha bem e adora a casa cheia. E não nega abraço. 

Foto: Folha

27 05 2014

"The Journey" marca o retorno de Jamie Lynn Spears

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Jamie Lynn fez algo arriscado e perigoso. Parou por muitos anos e voltou com proposta completamente diferente da que o público estava acostumado. Poderia ter sido tão grande quanto Demi, Selena e Miley, mas a gravidez na adolescência freou a obviedade na sua carreira. A garota que um dia foi “Zoey 101”, agora se arrisca no country com seu EP de estreia, “The Journey”. 

'Zoey 101' durou três anos na Nickelodeon e só terminou por causa da gravidez. Os boatos de que a protagonista não se dava bem com o resto do elenco também podem ter sido mais um motivo para o final da série. Inclusive, Victoria Justice - agenciada por Larry Rudolph - fazia parte do elenco e acabou caindo fora por não se bicar com a Spears caçula. E “Victorious” prosperou, como todos sabem. 

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Há anos fora da mídia, com aparência que às vezes coloca em dúvida qual a Spears mais nova, JLS resolveu voltar a cantar e quer ganhar o público conservador do country. O “suicídio” que rolou em 2008 a tirou do radar do pop e não seria possível recolocar-se dentre suas contemporâneas, que já atingiram níveis altos em termos de estrelato e obra. E nem ficaria apropriado para uma garota que já é mãe cantar temas no estilo da MARAVILHOSA “Follow Me”, que abria o seriado que poderia tê-la feito grande.

O primeiro single, “How Could I Want More” é o mais fraquinho do EP. Neste vídeo e nas apresentações que moram no Youtube, Jamie Lynn parece insegura e até a voz soa um pouco hesitante. Mas, meus caros, o resto do registro é SURPREENDENTE. 

É quase impossível ser uma mulher no country e fugir dos clichês Carrie Underwood e Miranda Lambert. Jamie Lynn não é diferente. E isto é bom aos ouvidos do público consumidor do gênero. Quando Taylor Swift botou os pés no pop em “Red”, muita gente fez bico. Não dá para inovar ou fazer muitas piruetas. Mas nem por isto a coisa pode ser feita nas coxas; o EP "The Journey" é muito bem produzido e as canções são radiofônicas o suficiente, para agradar tanto os fãs da irmã quanto os amantes da música norte-americana “de raiz”. 

Dentre as cinco músicas do registro, “Mandolin Summer Sun” é a que mais me chamou a atenção. É country pop, com refrão chicletinho e uma levada gostosa no violão. Se “My World” da Avril Lavigne fosse country, seria assim! 

Já “Run” tem um quê de “Before He Cheats” da Underwood. O lyric video desta faixa está em destaque no seu VEVO/Youtube oficial. Temos um palpite para próximo single!

à irmã da Rainha do Playback e absoluta nos nossos corações fez cover de “Oops… I Did It Again” durante uma série de pocket shows promocionais e claro, é o momento favorito de todos os fãs/seres religiosos do pop.

"The Journey" já pode ser adquirido no Itunes. Ou se você preferir, pode conferir todas as faixas no Spotify - é só pesquisar “Jamie Lynn Spears” - ou ainda no canal oficial de vídeos.

Se você ainda não está convencido, uma única razão para amar Jamie Lynn pela eternidade: 

#2007 #epic #getthefuckout 

Site da Nathalia Ferrari, jornalista graduada em 2011 pela USJT. Escreve quando quer/quando pode, sobre as coisas que a interessa e principalmente, quando tem dinheiro para ir até pauta. Continua acreditando que Britney Spears raspou os cabelos por nossos pecados e esteve no triângulo mais importante do mundo: o dourado de Deus, digo, Madonna. Atualmente é viciada em 'Game Of Thrones' e 'Once Upon a Time', mas já amou 'Gossip Girl' e acreditou ser Emily Thorne por um ano. Apesar do título de "Drama Queen", não ouve mais o "Electra Heart" com frequência, já que sua vida amorosa vai bem agora, obrigada. Faz a raiz de quatro em quatro meses para não prejudicar os fios e o raciocínio. Eleita Miss Mooca por seus familiares e foi destaque da "Turma do Amendoim" nos seus velhos tempos de Palestra Itália. Poderia arranjar um trabalho de verdade e ganhar dinheiro, mas prefere os insultos gratuitos da internet e o pai-trocínio. Não foi Chiquitita, nem casou com o Nick Carter, mas consegue sempre estourar o cartão em cosméticos, cds e dvds. Não a julgue, você não sabe pelo que ela passou.

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