15 10 2014

[REVIEW] Jessie J - “Sweet Talker”

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Não sei qual o problema de certas cantoras britânicas com o número ‘2’. Seu segundo álbum, “Alive”, foi um desastre, em todos os sentidos. Jessie J tentou ser sexy, careca, usou roupas coladas de látex e pareceu uma piada. Após o fracasso, voltou às origens. “Sweet Talker” soa como ela mesma e faz a apropriada sucessão a “Who You Are”. Se vai bombar ou não, aí é outra história. 

Começa com “Ain’t Be Done” e já causa alívio aos ouvidos. Isto porque logo na abertura, Jessie confirma que voltou às boas, ao que a fez famosa no seu álbum de estreia. Lembra o instrumental de “Price Tag” quando chega no refrão grudento. É uma uptempo divertida e tem algumas partes faladas. O tipo de canção que ela faz funcionar ao vivo. Aliás, tem versão acústica desta no VEVO dela.

"Bunin’ Up" é outra faixa interessante. A intro na guitarra, a voz que sobressai. Já sem muitas delongas, entra o refrão com uma batida à la JLo em suas músicas rebolantes. 2 Chainz colabora na faixa, o mesmo que aparece em músicas com Kanye West, Drake, Jason Derulo e Nicki Minaj. Flerta com o hip-hop, mas não sai de seu elemento. No videoclipe, Jessie se arrisca e dança. No sex appeal, parece que aprendeu a dosar. Deixou esta parte para os modelos e Amber Rose, a ex-senhora Wiz Khalifa. 

Com voz infantilizada, Jessie J dá início à faixa-título. Com batidas que imitam palmas de uma plateia que acompanha a faixa. Piano, voz mais alta que o instrumental, novamente. Vai inserindo elementos da black music, até ficar completamente hip-hop no refrão. Quando retorna, sintetizadores suaves ao fundo. “Sweet Talker” é o cara do qual ela quer ouvir as cantadas baratas. Uma salada de ritmos. Abaixo, a versão acústica da canção, divulgada pela cantora em seu canal oficial.

"Bang Bang" é descartável se comparada às anteriores, que são bem mais interessantes. Falei já sobre a colaboração das três meninas, clique aqui para ler. Por que este foi o first single, mesmo?

"Fire" tem violinos quase calmantes na intro. Piano, voz suave. É neste tipo de balada que Jessie mostra porquê é uma das melhores vocalistas da nova geração. Violinos marcam o ritmo no decorrer da faixa. Aumenta a entonação e repete "Fire, Fire". Na sua característica, controla a voz com maestria e dá show de agudos. Um amor que queima e ela não consegue apagar. Minha preferida até aqui. 

"Personal" sabe-se lá por que, me lembrou Christina Aguilera. Teria ficado linda também na voz da loira ou vai ver que eu estou com saudades dela. É uma balada com elementos radiofônicos pop e vocalizações inspiradas na black music. A voz mais uma vez é a protagonista. O dilema em falar toda a verdade ou ocultá-la.

"Masterpiece" é mais uma daquelas faixas que misturam pop com hip-hop, como se tivesse usado uma receita pronta para a confecção do álbum todo. Ela quase faz rap, vai ver que aprendeu com a amiga Nicki Minaj. O refrão faz o instrumental dimimuir e não tem nada a ver com a homônima balada de Madonna, vencedora do Globo de Ouro. Jessie avisa que ainda está trabalhando em sua obra-prima. Me lembrou alguma música, que não consegui identificar. Me ajuda no @NathaliaFerrari haha :)

"And seal it with a kiss, woo woo woo". Não, não é essa. A atmosfera de "Seal Me With a Kiss" te leva para uma discoteca nos anos 80, com polainas e roupas neon. Para colaborar, Jessie chamou o grupo do final dos anos 80, De La Soul, lá de Nova York. São conhecidos por abusar dos samples e adoram essa mistura do hip hop com outros ritmos. Algo que Mariah Carey teria feito em seus dias de "Honey". 

"Said Too Much" tem explosão no refrão, como a maioria das canções deste álbum. Começa quase sussurrada e depois a entonação vai aumentando de acordo com a história contada. Outra faixa com um jeito anos 80 e elementos eletrônicos suaves. Fala sobre gente que fala demais e pelas costas. Também conhecidos como fdps. 

"Loud" tem a participação de Lindsey Stirling. Violinos marcam o instrumental dramático. Letra interessante, quase uma continuação da faixa anterior. As opiniões em alto e bom som que tentam destrui-la. A voz da participante parece mais de uma backing vocal. Bateria marca o ritmo quando a música vai diminuindo. 

"Keep Us Together" me levou de novo a pensar na Mariah de "Butterfly". Os ecos no fundo, o som que parece estar saindo de uma vitrola. O refrão é mais próximo do pop anos 90. Um jeito retrô, mas não tão óbvio assim. Um amor imprevisível e excitante. O suficiente para mantê-los juntos. 

"Get Away" fecha a versão standard do álbum. A balada apoiada completamente no piano, fala de um amor que inevitavelmente chegará ao fim. A voz de Jessie e as pertinentes entradas das backing vocals fazem a canção ainda mais melancólica. Voz é o foco.

Apesar do apelo comercial de Jessie ser consideravelmente fraco, “Sweet Talker” é um álbum a ser elogiado. Equilibrado entre uptempos e baladas, a sua extensão vocal está sempre em evidência. E assim deve ser. Nem toda artista feminina bonita pode rebolar e fazer a gostosa, até porque não há destaque numa multidão com quadris soltos. Jessie J sabe cantar, sabe escolher repertório. Enterrem o “Alive” e aquela personagem patética que ela tentou encenar; Jessie J está de volta à si, misturando pop e hip-hop. Definitivamente, “Sweet Talker” é um álbum que merece ser escutado com atenção. Dê a ela uma segunda chance.

15 10 2014

Marina & The Diamonds inicia nova fase com “Froot”

É uma pena que Electra Heart não seja mundialmente conhecida. Com uma divulgação massivamente internéctica, Marina fez uma das melhores promoções já vistas e soube explorar como ninguém seu alter-ego. Mas este capítulo já faz parte do passado. “Froot” abre os trabalhos de sua nova fase, tão plástica quanto à anterior.

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Marina definiu “Froot” como a música mais longa e esquisita que já fez. O instrumental lembra Pet Shop Boys nos anos 80, mas não carrega tanto nos sintetizadores. Soa quase como aqueles jogos de Atari. Na letra, Marina é exatamente como as frutas; pronta para ser pega da árvore e espremida num delicioso suco. É, esquisita mesmo. 

Agora, façamos uma projeção do que esta nova Era. Se Electra Heart era uma dona-de-casa perfeitinha, - só que sem o marido e a felicidade - esta possível Carmem Miranda contemporânea não economizará na frutose. Se “Froot” representar completamente o conjunto, a plasticidade será preservada. A música pop é mais divertida exatamente por poder pegar todos os elementos superficiais e não ter preocupação com grandes reflexões e blablablas. Isto quer dizer, já que Katy Perry apoderou-se dos doces industrializados, Marina virá com frutas, tão açucaradas quanto. Por que não estragar o natureba chato de Gwyneth Paltrow com uma lata de leite condensado sobre a salada de frutas?  

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O produtor da faixa, ao lado de Marina, é Faultline. Ele tem dois cd’s (e um relançamento do último) e convidou para participações: Michael Stipe do R.E.M, Flaming Lips e Chris Martin, que dispensa apresentações. Ah sim, Faultine é o nome do seu próprio projeto. Como produtor, ele assina David Kosten. 

Electra Heart foi bem pensada, cheia de rótulos e arquétipos de um imaginário coletivo. O sonho americano, a garota doce, triste, que implora por um pouco de amor e atenção enquanto assa uma torta de maçã. Ah, a torta de maçã! Maçã! Finalmente, “Froot” ficou pronta! Vamos provar um pedaço? 

Aposto que o nome do álbum será “La Dolce Vita”

CeCe chegou com uma música muito ruim e roupas muito bacanas. A rebeldinha do melhor X-Factor da história - Demi s2 Britney - não ganhou um first single à altura de sua personalidade e potencial. Foi comparada à Kesha, mas a sua inspiração mais famosa tinha Dr. Luke para fazer músicas ótimas e abusos terríveis - ao menos é o que ela diz. Quanto à CeCe, falta produtores e materiais melhores. E nem assim podemos dizer que é o suficiente. Este é só o seu primeiro passo. 

14 10 2014
09 10 2014

#ColunaDoNERD: Os erros e acertos de “Os Cavaleiros do Zodíaco: A Lenda do Santuário”

Um dia, meu pai teve a brilhante ideia de me chamar para assistir um desenho novo chamado “Os Cavaleiros do Zodíaco”, na extinta TV Manchete – 90’s baby! O ano era 1994, eu tinha três anos. Com o passar dos anos, fui prestando mais atenção em como a animação era diferente de tudo o que conhecia: olhos esquisitos, muita luta, deuses da mitologia grega e ataques grandiosos. Eu adorei. Tanto que era comum me ver amarrando as correntes do portão de casa nos braços, fingindo ser o Shun de Andrômeda, – isso mesmo! – enquanto meu primo tentava me lançar um Meteoro de Pégaso – sem sucesso, obviamente.

Por isso, quando anunciaram o novo longa “Os Cavaleiros do Zodíaco: A Lenda do Santuário”, jurei por Atena que iria assisti-lo. Mas eu sabia que deveria usar um olhar diferenciado. Adaptar 73 episódios para uma hora e meia de filme não é fácil – alterações seriam mais do que necessárias. Por isso, liguei o botão do bom senso, sabendo que iria assistir a uma nova história e não ao anime da década de 90. E quer uma dica? Faça o mesmo.

Mitologia Moderna

A deusa Atena reencarnou. Aioros, o Cavaleiro de Ouro de Sagitário, protege - a então bebê - Saori das forças do mal. De cara, você se surpreende com uma sequência de fuga aérea com gráficos à la “Final Fantasy” e paisagens de tirar o fôlego. Tudo é contado num bom timing, dando tempo para o espectador entender a história e se prender a ganchos que serão explicados mais tarde.

Após 16 anos, Saori é atacada ao descobrir sua real identidade, quando surge Seiya, Shiryu, Hyoga e Shun: os Cavaleiros de Bronze. O visual dos personagens é moderno, com roupas e cortes de cabelo repaginados, mas sem perder essência. As armaduras são práticas, sendo carregadas em pingentes, de onde saem magicamente. Elas se moldam de acordo com a ação dos cavaleiros, com luzes, – like neon lights! – capacetes e máscaras que surgem em momentos de batalha.

As lutas estão menos violentas e mais fantasiosas, sem sangue. Seiya continua o mesmo líder bem-humorado, que faz de tudo por sua amada Deusa. Shiryu, de Dragão, é dedicado e prevenido, já Hyoga, de Cisne, é mais calado e analista. Como sempre, Shun tenta levar tudo na conversa, cultivando a paz antes de uma boa briga, enquanto seu irmão, o Cavaleiro de Fênix, Ikki, misturou seus tempos de vilania do anime à sua bondade e se tornou o cavaleiro mais sombrio entre eles. Destaque à dublagem, que permaneceu a mesma (<3) da época da TV. 

Pelo Caminho das 12 Casas

O filme estava mandando bem. Saori foi atingida por uma flecha e os Cavaleiros resolveram enfrentar os Cavaleiros de Ouro. Mas após vencerem Aldebaran de Touro, com mudanças pontuais e bem feitas, a coisa começa a ficar confusa. Os roteiristas passam a costurar uma série de momentos épicos do anime, sem a profundidade que pedem. Como, por exemplo, a cena em que Hyoga e Camus de Aquário se enfrentam com o Execução Aurora, que me arrepiou de tão foda que ficou! Mas a “rivalidade” entre os dois não era amadurecida, apenas apareceu de repente, aconteceu e terminou, sem nenhum tipo de lição ou carga emotiva para levar ao resto do longa.

Conhecemos um Máscara da Morte, Cavaleiro de Ouro de Câncer, bem menos macabro que o original, bancando o engraçadinho. A Casa de Gêmeos não foi sequer mostrada! Ela estava vazia? Sim. E sabíamos disso devido aos eventos do começo do filme, – sem spoilers – mas podiam ao menos ter citado o local. Daria expectativa para o final do filme, e não a sensação de que tem um signo faltando no zodíaco. 

Cadê a Nebulosa de Andrômeda?

Podem me chamar de #TeamShun – sou mesmo – mas ele tem um dos maiores momentos de glória do anime, quando vence Aphrodite, Cavaleiro de Peixes. No filme, ambos foram pouco usados. O Cavaleiro de Ouro, que ficou bonzinho, deu o ar da graça, mostrou a rosa vermelha e só. – no spoilers again. Enquanto isso, o Cavaleiro de Andrômeda, que sempre foi subestimado como fraco, não teve oportunidade de mostrar o contrário, levando um pau da versão ruiva e feminina de Milo (Miro) de Escorpião, sem uma única batalha épica no filme, diferente de todos os outros que provaram sua bravura.

Com uma destruição em massa, o Mestre do Santuário suga parte da energia da Deusa para tentar dominar o mundo. Seiya faz sua parte. Que venha o sétimo sentido! E o final é digno de videogame, no maior estilo “chefão” de fim do jogo. Com direito a uma emocionante música de fundo, Armadura de Ouro de Sagitário e Saori se revelando como a verdadeira e única Atena. O desfecho é bonito, ainda que injusto para alguns personagens, mas dá uma visão poética ao filme, além de estrelas coloridas no céu. – assista e entenda!

Basta elevar o cosmo do seu coração!

É incrível o número de fãs que saiu do cinema resmungando. Não acho o filme ruim, embora concorde que poderia ser bem melhor. Mas aceito boa parte das mudanças com um entendimento particular. Embora só tivesse marmanjo na casa dos 20 anos, “Os Cavaleiros do Zodíaco: A Lenda do Santuário” foi feito para capturar um novo público infantil. Os tempos mudaram. Vivemos na época do politicamente correto, em que sangue é algo complicado de se mostrar para crianças, – aí você imagina o Shiryu ficando cego – a tecnologia domina tudo, além da luta contra o machismo. Quer atrair o público feminino? Então vai ter uma mulher Amazona de Ouro sim, – e se reclamar vai ter duas!CDZ é de todos!

Este ano, Os Cavaleiros do Zodíaco comemoram 20 anos no Brasil e seu criador, Masami Kurumada, celebra 40 anos de carreira. Como uma singela homenagem, o longa vem para despertar o brilho nos olhos nostálgicos de quem fez a história acontecer: os fãs. Entre alterações que variam de ótimas a desnecessárias, e acontecimentos bem adaptados a outros que ficam sem explicação, Seiya, Shun, Hyoga, Shiryu e Ikki estão lá! Com suas tradicionais vozes, ataques e proteção à Atena! E honestamente? É isso o que importa. Me dê sua força Pégaso!

Fotos: Divulgação

Texto: Douglas Ibanez

Revisão: Nathalia Ferrari

09 10 2014

#YouMUST - Pipoca caramelizada na latinha

Numa dessas minhas idas rotineiras ao shopping, encontrei um novo quiosque de pipocas ~gourmet~. Elas vêm em latinhas charmosinhas que você pode usar depois para guardar literalmente o que você quiser. O filme pode ser ruim, mas a pipoca, no sir! O nome da marca é ‘Popcorn Plus’ e eu achei bem em frente à escada rolante do segundo piso do Mooca Plaza Shopping. 

Experimentei uma de cada e confesso que as que vêm com noz, castanha e macadâmia não fazem meu paladar. Fazem um estilo ~agridoce~ que minha pele também rejeita, rs. A de chocolate é apenas ok, mas a boa mesmo é de caramelo! Ela não é grudenta, não fica murcha (a não ser que você deixe a latinha aberta ou demore para consumir). O mais legal é o preço, a latinha média que detonamos em casa custou cerca de R$8.  

Tirando o fato de que estão gourmetizando tudo, a pipoca caramelada no sabor original é gostosa mesmo. Claro que vai ter quem misture leite condensado, doce de leite ou Nutella, mas eu não recomendo, porque o que já é calórico vai se transformar numa bomba! Vale pela embalagem diferenciada e claro, pelo gosto. 

Deixo o site da novidade, caso você se interesse. Se não percebeu, o final de semana está aí, né! Sozinho, acompanhado, no cinema ou no Netflix… precisa de pipoca. You know that!  E ah, NÃO É publieditorial. Just in case you were wondering. 

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O remix de “Flawless” com Nicki Minaj ganhou vídeo oficial, em versão ao vivo. Apesar de tantas colaborações em seu currículo, Nicki acertou em se enfiar nesta faixa. Mas quem não ficaria bem ao lado de Beyoncè?

(Source: nathaliaferrari)

06 10 2014

Cheryl não é Tweedy, nem Cole, mas assina Fernandez-Versini graças ao seu novo casamento. Para nós, basta que seja Cheryl.

"I Don’t Care" é o segundo single do álbum "Only Human", que poderia ter sido "Crystal Clear", como rumores diziam há meses atrás. A faixa tem uma vibe eletro 80’s e letra bem despreocupada. “Screw You” do anterior “A Million Lights” sofreu pela censura, por isto, a atual música de trabalho recebeu uma versão limpa e outra explícita. Aqui, a explícita. Porque eu não ligo!

Neste caso, o carisma faz-se mais importante do que extensão vocal ou qualquer roteiro caríssimo. Cheryl está menos óbvia na escolha das canções desta fase, entrando aos poucos na indústria americana e garante a condição de queridinha no UK, graças ao X-Factor de lá. Menos foi mais. E a pressa é inimiga da perfeição. Perdoem os chavões. Vai, Cheryl! <3

06 10 2014

"Animals" segue "Maps" e dá continuidade ao álbum ‘V’. O controverso videoclipe com sua esposa, Behati Prinsloo, é uma fantasia grotesca. O stalker vigia seu objeto de desejo e sopra em seu pescoço. Na mente do cara, os dois estão se pegando e o sangue representa seu desejo animal. Se a humanidade sobreviveu à “Psicose”, “Carrie” e todos os outros filmes de terror que seguiram, não há nada demais em fazer uma interpretação maluca para vender uma canção. Além do mais, o cara não consuma o crime contra a mulher, é a imaginação do protagonista. Vídeo à la “True Blood”, um pouco de polêmica e está feito o marketing para a música, que está longe de ser uma das melhores da banda. Psicopatas que fiquem em seus lugares, isto é só entretenimento.

02 10 2014
02 10 2014

#YouMUST - Os sonhos da Barbie

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Nasce mais uma categoria no POP CHICLETE! O #YouMUST vai separar coisas legais que você precisa conhecer, ouvir, usar ou só babar mesmo - como é o caso deste primeiro assunto. A grife Moschino está amando combinar cultura pop com moda e virou queridinha das celebs. 

Jeremy Scott, o cara que faz aqueles tênis com asas para a Adidas, é o responsável por esta inserção pop. Na sua estreia pela Moschino, o cara se inspirou em uniformes do McDonald’s, fez vestidos de Budweiser e colocou também o Bob Esponja na passarela. O burburinho foi tão grande que rapidamente saíram imitações de capas para celulares em formato de batatinha frita. - alô galerias da Avenida Paulista.

Ah, e quem desfilou naquela oportunidade e abusou da coleção inteirinha: minha bff, Rita Ora e a Candy Queen, Katy Perry. Ambas participaram do desfile e usaram peças da coleção. Não basta colocar referências; Scott não economizou e botou personalidades pop para compor o conceito over the top

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Fotos: Getty Images

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Foto: Vogue Italia

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Foto: Just Jared

Para a temporada atual, Jeremy escolheu a boneca mais famosa do mundo para abusar do pink! Sim, aquela coleção babado da Barbie! Tem capinha de celular em formato de espelho, pente, patins e muitas peças cor-de-rosa. Lembra quando eu disse que desta vez só dava para babar? Pois é, a camiseta que eu amei, custa cerca de 400 dólares. E se você quiser desembolsar toda esta grana, ainda corre o risco de receber uma linda taxa de importação, que de linda não tem nada! 

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Foto: lestanzedellamoda

   A sortuda Pixie Lott ganhou da Moschino um kit com a camiseta                       (aquela que eu me apaixonei) e a capinha-espelho. 

Mas tem outro jeito? SIM. Com menos de grana, você tem acesso à coleção PatBo Barbie na C&A. Claro, o conceito é completamente diferente, já que a própria Patricia Bonaldi declarou que não queria abusar do rosa e fazê-la tão óbvia. Mas tem coisas lindas! Shortinho rendado rosa, vestidos acinturados e muitos acessórios. O vestido que é meu queridinho do momento, custou R$189,90. E confesso que estou louca para buscar outras peças!

As lojas de fast-fashion no Brasil estão muito melhores agora, de verdade. Eu mesma compro 90% das minhas roupas nestas grandes redes e sempre consigo garimpar coisas legais por um preço justo. Mas se você também gosta de marcas, nomes e glamour, saiba que vem a segunda vez de Stella McCartney para a C&A e a primeira internacional da Riachuelo, Versace! E se eu te disser que tenho uma camiseta da Barbie que eu achei na Marisa, você acredita!? E o melhor, custou muuuito baratinho! 

A qualquer momento, eu volto com mais #YouMUST! Para ver, ouvir, comer, usar ou só admirar. See ya! 

29 09 2014

Lady GaGa e Tony Bennett de rostinhos colados

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Quando falo que Lady GaGa é uma artista extraordinária, não falo com a pretensão de aliviar as duras críticas que costumo fazer sobre seu trabalho. Não, eu falo sério. Ela é realmente uma puta artista. Isto é, quando não está coberta de maquiagem, armaduras e discursos repetitivos; em “Cheek to Cheek”, ela deixa que a voz e a capacidade artística apareçam sem serem ofuscadas. Isto é o que chamo de arte, GaGa.

Tony Bennett é o último cantor do rat pack em atividade  talvez vivo. O cara que foi amigo de Sinatra, mantém o jazz clássico nos dias atuais com certa popularidade. Sua colaboração com GaGa na faixa “The Lady Is a Tramp”, - na segunda parte de seu projeto de duetos - o colocou num spotlight maior e possibilitou este encontro, agora num trabalho inteiro. A junção do clássico com o pop contemporâneo deu origem à um daqueles álbuns obrigatórios num lar em que entre apenas boa música. 

Na verdade, é tão fundamental saber quem é Lady GaGa quanto saber quem é Tony Bennett. E isto independe de gosto. Tem a ver com cultura e querer malhar o cérebro. Então, digamos que este encontro de gerações seja ideal para esta nova geração superficial cavar mais informações e para atualizar quem ficou preso no túnel do tempo. Suas vozes casaram de maneira impecável, assim como o repertório escolhido fez justiça aos consagrados cantores do passado. Mas não sejamos injustos, afinal de contas, temos um competente e carismático Michael Bublè em plena atividade. E ainda Robbie Williams com dois álbuns em sua discografia, totalmente dedicados ao gênero. Sem falar na saudosa Amy Winehouse, que poderia ter sido a voz de “Cheek to Cheek”. 

Só para citar alguns momentos importantes do álbum: começa com "Anything Goes"; o primeiro single é só um aperitivo do que está por vir. “Cheek to Cheek” em seguida, só dá certeza de que a mistura das vozes rolou muuuito bem.

"Nature Boy", de Cole Porter - um dos compositores mais importantes da história - entrou no álbum e foi gravada outras diversas vezes por outros artistas, possivelmente em todas as gerações musicais que o seguiram. Até mesmo Celine Dion fez sua versão. Apesar disto, a versão de David Bowie para a trilha de "Moulin Rouge" é a que vem com mais força na minha memória.

O solo de GaGa na faixa “Lush Life” é deliciosa e ponto alto do álbum. E claro, a faixa da versão deluxe, “Bang Bang (My Baby Shot Me Down”, eternizada por Nancy Sinatra, ficou absolutamente incrível na voz de Miss Germanotta. 

Lady GaGa errou muito na sua recente carreira como popstar e aproveitou mais um revés para ser sofisticada e simplesmente acertar em cheio. Este projeto com Tony Bennett é a melhor coisa de sua trajetória, desde “The Fame Monster”. Sem esforço, a música está vendendo bem, por si só, apenas por ser de bom gosto e orquestrada com maestria. Após esta faceta jazz e da peruca enrolada à la Cher, GaGa torna-se mais Stefani e menos Madonna. E muito mais Liza Minnelli. Finalmente, de monstruoso, só o seu talento. 

Site da Nathalia Ferrari, jornalista graduada em 2011 pela USJT. Escreve quando quer/quando pode, sobre as coisas que a interessa e principalmente, quando tem dinheiro para ir até pauta. Continua acreditando que Britney Spears raspou os cabelos por nossos pecados e esteve no triângulo mais importante do mundo: o dourado de Deus, digo, Madonna. Atualmente é viciada em 'Game Of Thrones' e 'Once Upon a Time', mas já amou 'Gossip Girl' e acreditou ser Emily Thorne por um ano. Apesar do título de "Drama Queen", não ouve mais o "Electra Heart" com frequência, já que sua vida amorosa vai bem agora, obrigada. Faz a raiz de quatro em quatro meses para não prejudicar os fios e o raciocínio. Eleita Miss Mooca por seus familiares e foi destaque da "Turma do Amendoim" nos seus velhos tempos de Palestra Itália. Poderia arranjar um trabalho de verdade e ganhar dinheiro, mas prefere os insultos gratuitos da internet e o pai-trocínio. Não foi Chiquitita, nem casou com o Nick Carter, mas consegue sempre estourar o cartão em cosméticos, cds e dvds. Não a julgue, você não sabe pelo que ela passou.

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